Este site reúne tanto meus trabalhos solo quanto os que tive o prazer de realizar coletivamente. Assim, para dar conta dessa diversidade e em sintonia com os temas que serão aqui abordados, surgiu Celacanto – Práticas Cênicas. Mas por que Celacanto?

 

Diz a lenda que uma jovem sul-africana fascinada tanto pela vida livre quanto pelo desconhecido, certo dia foi chamada por amigos pescadores que lhe apresentaram o Celacanto, um peixe que pensavam estar extinto há 65 milhões de anos.

 

“Eu afastei as camadas de lodo para revelar o peixe mais bonito que eu já vi. Tinha 1,5 metro de comprimento, era azulado com manchas fracas e esbranquiçadas, tinha um brilho prateado-verde-azul iridescente por todo o corpo. Estava coberto por escamas duras, e tinha quatro barbatanas tipo membros e uma estranha cauda”, parece ter dito a jovem ao relembrar o momento do inesperado encontro.

 

Muitos anos depois, por volta de 1977, parece que o nome do peixe voltou a ser evocado em uma frase que começou a se espalhar como uma espécie de jogo pelos muros da cidade do Rio de Janeiro até ganhar outros espaços na forma da pichação que dizia: “Celacanto provoca maremoto”.

 

Desde então, como no movimento crescente de uma pequena ondulação no oceano, o nome do animal aquático foi muito além da figura que nomeava.

 

Hoje, abro o site Celacanto – Práticas Cênicas como quem abre uma janela para poder nadar pelo hiper-espaço, balançar outros corpos, possibilitar encontros inesperados e compartilhar meu encantamento pela arte ancestral mais bonita que eu já vi, cuja força vive no jogo e nas relações de troca que conseguimos estabelecer entre o individual e o coletivo: o teatro. Sejam todos muito bem vindos.

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